A verdade é que eu não gosto muito do Natal. Quer dizer, gosto de estar com o núcleo central de mim que é a família mas, e como o David Mourão-Ferreira escreveu, esta é também a época dos lugares na mesa vazios, fazendo-se sentir ainda mais a ausência.
Tentamos levar, a pensar nas receitas, nos bolos a fazer e nos poucos a comprar, já que para mim basta o bolo-rei sem muitos frutos cristalizados, que é para ter menos trabalho a tirar os remanescentes.
Este ano com o dinheiro demasiado contado. Ainda assim, consegui fazer maravilhas, e comprar via on-line e com desconto, algumas lembranças na FNAC. Parece que a encomenda vem finalmente a caminho. Lá está, para o núcleo, para os que são mesmo imprescindíveis, já dizia o Brecht noutro contexto.
Tenho conseguido evitar a música de natal, os enfeites, a parafernália toda. Se não ouvisse as notícias diárias poderia ser (quase) perfeito.
Já falta pouco.
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