devo dizer que não senti grande coisa nesta passagem de ano. Jantou-se com amigos, comeu-se bem (e demais), foi caseirinho e agradável, mas não senti grande coisa, não desejei nada (antecipando provavelmente os desejos que ficarão por cumprir neste ano de 2013). E não, o pessimismo não advém da impossibilidade de consumir como aconteceu até aqui (todos parecem considerar que esse é o problema maior e depois existem umas almas iluminadas que ensinam a importância de viver com cada vez menos). O problema não é comprar menos livros, menos roupa, comer menos bifes, deixar de ir a restaurantes. O problema é não ver qualquer luz ao fundo do túnel, não apenas para este país mas para a Europa, o problema é ameaça de tantos fantasmas que julgávamos para todo o sempre derrotados. Isso é o que francamente me preocupa. Não ver saída, ou a saída que vislumbro preocupa-me cada vez mais.
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